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03.01.2008 - Casa e Escola de Comunhão

Ao entrar no novo milênio, o então papa João Paulo II, com olhar de profeta, afirmou que o grande desafio da Igreja nos anos seguintes seria “tornar-se casa e escola de comunhão”. A carta apostólica “Na chegada do Novo Milênio” tornou-se um verdadeiro programa de revitalização para toda a Igreja. E esta expressão do Papa encontrou forte ressonância na V Conferência de Aparecida que em diversos momentos reflete sobre esse desafio. E diz: “A Igreja é casa e escola de comunhão, onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora” (D.A. 158). Para tornar realidade essa casa e escola de comunhão, o Documento de Aparecida pede que a Igreja “se renove em sua vida e ardor missionário” (D.A. 167). Pede que as paróquias sejam um “lugar privilegiado” de comunhão eclesial (D.A. 170). Fala diretamente aos bispos: “chamados a fazer da Igreja uma casa e escola de comunhão” devem se esforçar por apresentar ao mundo uma Igreja na qual todos se sintam acolhidos como em sua própria casa” (D.A. 188). Por fim, considera a família um tesouro valioso, como escola de comunhão” (D.A.302) São palavras cheias de entusiasmo e nos apontam o caminho.


Nossas prioridades


Em nossa Diocese, as atividades pastorais são coordenadas por um conselho, antigamente chamado de Conselho Diocesano de Pastoral. Atualmente, para seguir a orientação da CNBB, o antigo CDP passou a ser CDAE (Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora) Este Conselho é formado por uma coordenação (Pe. Sidnei José Reitz e os quatro padres responsáveis pelos setores) e representantes de cada paróquia, além dos coordenadores diocesanos dos movimentos e pastorias.

No último dia 17 de novembro nosso Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora se reuniu no Seminário Rainha das Missões, em União da Vitória, para dar continuidade ao planejamento, pensando nas atividades do próximo ano. Todos os grupos de trabalho – representando a diocese inteira – mostraram-se decididamente favoráveis à continuidade das duas prioridades assumidas pela Diocese na Assembléia anterior: vamos alargar os passos no caminho da Pastoral Familiar e da Pastoral da Juventude: São as prioridades para o próximo ano. Pe. Sidnei fez um apanhado histórico, a partir daquela Assembléia que escolheu as duas prioridades. Os participantes, em grupos, estudaram a questão. De fato, família e juventude são ainda a maior urgência pastoral. Há outros pontos que foram levantados. Serão considerados em outra ocasião já agendada: 16 de fevereiro, na Casa de Formação.

Por que escolher prioridades?

Na hora do cafezinho, alguém me questionou: será bom escolher este ou aquele ponto? Todos os pontos elencados são importantes: então não é importante o meio-ambiente, a educação? A pastoral do dízimo não é fundamental? A pastoral social ficaria esquecida? A liturgia, então? É possível deixar fora os círculos bíblicos, os grupos de reflexão? E os idosos, são cada vez mais... Ora, se tomamos cada ponto individualmente, todos são importantes, essenciais. Então, se escolhemos prioridades não ficamos limitados demais?
Achei muito boa a pergunta. É importante então entender que nenhum desses aspectos deve ser esquecido. Quando escolhemos prioridades, como família e juventude, é para que através dessas “janelas” possamos enxergar melhor os outros pontos todos. É possível trabalhar com as famílias sem mencionar a Bíblia, a Liturgia ou o dízimo? Pode haver pastoral da juventude sem tocar na educação, na catequese ou na pastoral social? Não é isso?

Quais os passos que devemos dar?

Escolher prioridades faz com que caminhemos mais unidos, focados no essencial, mais aprenderemos e viveremos a sonhada comunhão. Mas não basta escolher. Escolher os ingredientes não é suficiente para ter um bom prato. É preciso misturar na medida certa, temperar, cozinhar, servir com arte. Assim também as nossas prioridades precisam ser trabalhadas nas paróquias e comunidades. Por isso, o CDAE realizado em novembro sugere os seguintes desdobramentos: que cada paróquia e cada comunidade se torne casa e escola de comunhão. É ali que surgirão as iniciativas, programas de evangelização, eventos envolvendo as famílias e a juventude. Essas idéias deverão chegar ao Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora até o final deste ano. Com base nessas informações, o Conselho deverá preparar a Assembléia Diocesana do dia 16 de fevereiro, na Casa de Formação. Para nos tornarmos casa e escola de comunhão, há um caminho a percorrer com perseverança, humildade e coragem.


Dom João Bosco Barbosa de Souza, ofm
Bispo Diocesano de União da Vitória
dombosco@dioceseunivitoria.com.br

 
 

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