| 12.03.2008
- A “Boa nova da família” Nossa
Diocese escolheu, em novembro passado, como prioridades,
a Pastoral Familiar e a a Pastoral da Juventude.
Eram já prioridades desde 2005, e foram
retomadas para que recebessem um novo impulso pastoral.
São, de fato, eixos fundamentais da ação
evangelizadora e têm merecido, não
só da nossa Diocese, mas de todo o Brasil
e da América Latina, um notável incentivo.
No último dia 16 de fevereiro, um sábado,
estiveram em nossa Casa de Formação,
173 representantes dos Conselhos Pastorais das
25 Paróquias e dos Movimentos e Serviços
diocesanos, na VII Assembléia Diocesana.
Tarefa desse encontro: delinear o caminho para
que as duas prioridades ganhem corpo e espaço
nas comunidades paroquiais, através de ações
em favor da vida, da família, e da juventude,
em cada um dos grupos de animação
paroquial.
A prioridade da Pastoral Familiar
Foi lembrada uma frase do Documento de Aparecida
onde os bispos da América Latina afirmavam: “Visto
que a família é o valor mais querido
por nossos povos, cremos que se deve assumir a
preocupação por ela como um dos eixos
transversais de toda ação evangelizadora
da Igreja. Em toda diocese se requer uma pastoral
familiar “intensa e vigorosa” para
proclamar o evangelho da família, promover
a cultura da vida e trabalhar para que os direitos
das famílias sejam reconhecidos e respeitados
(DA 435). Depois, revendo o discurso feito por
Bento XVI, na abertura da mesma Conferência
de Aparecida, vimos que se tratava de uma expressão
usada pelo Papa: “É necessária,
pois, uma pastoral familiar intensa e vigorosa”.
De fato, o Papa, na abertura da 5ª Conferência,
colocou em seu discurso um acento forte sobre a
questão familiar que, depois, serviu de
guia e iluminação para o desenvolvimento
de cada capítulo do documento final. Ele
diz textualmente: “A Família, ‘patrimônio
da humanidade’, constitui um dos tesouros
mais importantes dos povos latino-americanos. Ela
foi e é escola da fé, palestra de
valores humanos e cívicos, lar em que a
vida humana nasce e é acolhida generosa
e responsavelmente.” Bento XVI apontou também
as principais agressões à família
no mundo atual, começando pelo secularismo
(o abandono da fé), o relativismo (perda
dos valores), a pobreza, o machismo, as leis contrárias à solidez
do matrimônio. Quando tantas famílias
se tornam incompletas pela separação
dos cônjuges, o Santo Padre ressalta o papel
da mãe e do pai: “o papel da mãe é fundamental
para o futuro da sociedade”, diz o papa. “O
pai, por sua parte, tem o dever de ser verdadeiramente
pai”. “Os filhos, para o seu desenvolvimento
integral, têm o direito de contar com o pai
e com a mãe, para que cuidem deles e os
acompanhem rumo à plenitude de sua vida.”
O Documento de Aparecida faz eco às preocupações
do Santo Padre. Diversas vezes, no documento latino-americano,
a expressão “boa-nova da família” ou “evangelho
da família” é usada para ressaltar
a sua origem divina, e a importância e necessidade
de sua proclamação no mundo de hoje.
E a nossa Pastoral Familiar?
A Assembléia Diocesana realizada na Casa
de Formação, no dia 16 de fevereiro
deste ano, considerou a Pastoral Familiar num sentido
global, incluindo também a Pastoral da Juventude.
Não foi possível, num encontro de
um só dia, levantar propostas, determinar
caminhos, e sair da assembléia com um plano
pronto e acabado. Não era esse o objetivo.
Mas as sugestões e propostas foram muito
ricas, a tomada de consciência foi importante,
para que novas etapas do planejamento possam acontecer
durante este ano. Como responderemos ao apelo do
Papa e da Igreja latino-americana de uma Pastoral
Familiar intensa e vigorosa? Teremos, sem dúvida
uma grande motivação que virá das
Diretrizes Gerais da CNBB que serão apresentadas
pelos Bispos do Brasil na Assembléia Geral
de abril próximo. Mas temos já em
mãos as orientações da Comissão
Nacional para a Vida e Família, através
do Diretório da Pastoral Familiar e outros
subsídios já publicados.
O que fazer e como fazer
A partir dos resultados da Assembléia, o
CDAE (Comissão Diocesana da Ação
Evangelizadora) sugere os seguintes passos:
a) Formar uma Comissão Diocesana da Pastoral
Familiar, contando com os nomes sugeridos pelos
Setores. Essa comissão terá como
responsável Dom João Bosco e como
assessores diocesanos o Diácono Juares Krum,
de São Mateus do Sul e na Pastoral da Juventude
o Pe. Artur Dudziak, da Paróquia de São
Cristóvão e N. S. Salette, União
da Vitória. A Comissão terá por
finalidade conhecer as atividades que se realizam
nas paróquias e motivar o seu crescimento,
trazer subsídios e proporcionar a formação
de agentes locais, e ainda proporcionar a troca
de boas experiências.
b) As Paróquias deverão ter também
a sua comissão paroquial, formada a partir
das atividades já existentes, as celebrações
litúrgicas, e festas da comunidade, contemplando
as três áreas da PF: pré-matrimonial
(encontro de noivos, namorados, juventude etc.),
pós-matrimonial (encontros de casais, grupos
de famílias, catequese familiar etc.) e
casos especiais (casais de segunda união,
casais que não receberam o sacramento do
matrimônio, famílias em dificuldade
etc.)
c) Formação do Setor Juventude na
Diocese, unindo os diversos grupos de jovens, adolescentes,
crismandos, carismáticos, grupos universitários
e outros), mantendo a identidade de cada grupo,
mas promovendo a entre-ajuda na formação
e na ação.
d) Valorizar os momentos fortes e datas ligadas à família,
para celebrações, encontros e ações
evangelizadoras, tais como o Dia das Mães
e dos Pais, Semana da Família, Dia Nacional
da Juventude, crismas e primeiras comunhões,
matrimônios, e outros.
Quem realizará tudo isso?
Esta Pastoral só não vai acontecer
e crescer se você não participar.
Cada um de nós deve ser um membro da Pastoral
Familiar em sua comunidade, na paróquia,
na diocese. Cada um fazendo o que lhe cabe, como
padre, diácono, religiosa, ministro, catequista,
casais cristãos, jovens namorados, adolescentes,
crianças e idosos. Todos somos família,
uma só família em Cristo, anunciadores
da Boa Nova da Família.
Dom
João
Bosco Barbosa de Souza, ofm
Bispo Diocesano de União da Vitória
dombosco@dioceseunivitoria.com.br
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