Igreja Católica Apostólica Romana

É Tempo de Natal… Paz na Terra… Entre os Povos…

Paz na terra – Natal

O tempo de natal vai até o domingo depois da epifania, ou seja, o domingo que cai após o dia 6 de janeiro, que é a festa do batismo de Jesus. A espiritualidade do natal, em primeiro plano, é caracterizada pelas celebrações das três missas natalinas: – a missa da noite; – a missa da aurora; – a missa do dia. A longa espera dos séculos se realizou como medida plena de “graça e verdade” – “Quando, porém, chegou à plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei, para remir os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial” (Gl 4,4-5).

O núcleo de toda mensagem natalina é este: – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós e nós vimos a sua glória” (Jo 1,14). – No domingos, logo após a solenidade do natal, celebramos a festa da Sagrada família. No ano em que falta esse domingo, tal festa é celebrada no dia 30 de dezembro. No dia 1º de janeiro a Igreja celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus, bem como do Santo Nome de Jesus. É o dia mundial da Paz…

“A luz que brilha nas trevas”

O profeta Isaías usa esta imagem para indicar a chegada do Salvador. É a imagem da luz. Ele destaca que – “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1a). – É uma nova porta que se abre. É a esperança do Messias que chega ao coração daquele povo desanimado e oprimido pelo jugo da opressão. Este texto é lido na liturgia da noite de natal. Nas trevas, símbolo do caos e da morte surge de repente a luz como símbolo de uma nova criação.

O recém-nascido recebe quatro títulos, cada um com uma qualidade específica que ultrapassa a esfera humana. – Quais são estes quatro títulos? – “Conselheiro maravilhoso, Deus forte, Pai eterno e Príncipe da paz” (Is 9,5b). O menino, filho do rei, terá a sabedoria de Salomão, a bravura e a piedade de Davi e as grandes virtudes de Moisés e dos patriarcas. A tradição cristã, ao dar estes títulos a Cristo mostra que ele é o verdadeiro Emanuel, o Deus conosco.

O ponto mais alto da história

Em Jesus, a história de Israel chega ao ápice de toda a história da humanidade, mas Jesus não é apenas Filho da história humana, ele é o próprio Filho de Deus. Por não acreditar nas palavras do anjo, Zacarias ficou mudo até o nascimento de João Batista, que é o último dos profetas da antiga aliança (Lc 1,18-20). Zacarias pede um sinal, mas permanece cético.

O fato de Maria conceber sem ainda estar morando com José, indica que o nascimento do Messias é obra de Deus. Aquele que vai começar nova história surge dentro da história de uma maneira totalmente nova e inesperada. Maria, a cheia de graça, amada e escolhida por Deus, se torna a mãe do Salvador, mediante a ação do Espírito Santo e mediante a liberdade do seu sim sem retorno.

O abraço das duas mães

A mulher bíblica caminha apressadamente, mesmo que o caminho seja montanhoso. A casa de Zacarias e Isabel se abre para receber uma visita inesperada. Maria entra e com ela o Filho de Deus faz sua primeira visita a este casal de idosos. A vida deste casal pobre representa todos os pobres e oprimidos da humanidade.

O abraço das duas mães e dos dois meninos (no ventre materno) marca o encontro da antiga com a nova Aliança. É o encontro e a convivência harmoniosa entre as duas gerações. Ainda no seio materno, João Batista recebe o Espírito prometido. Os dois voltarão a se encontrar no momento do batismo, no rio Jordão, a partir do qual Jesus começa a sua vida pública e sua missão libertadora (Mt 3,13-17).

O canto do Magnificat é o resultado da contemplação (anunciação) e do serviço (visitação) de Maria. O Magnificat não nasce por acaso. É fruto do “olhar interior” (sim do coração) e do “olhar exterior” (sim das mãos e dos pés). Só pode haver Magnificat quando há abertura aos apelos de Deus e disponibilidade na missão. O Magnificat é o canto do amor eterno. É uma retomada do cântico de Ana (1Samuel 2,1-10).

A sabedoria dos magos

Em Lucas temos o caminho dos pastores. Em Mateus temos o caminho dos magos. – Quem eram estes magos? – Conforme a tradição cristã eram três astrólogos persas, estudiosos, provenientes da Babilônia, que seguiram uma estrela até Belém. Os três magos: Gaspar, Melchior e Baltazar, representam as três raças humanas: branca, negra e amarela, bem como os três continentes conhecidos na época: Europa, Ásia e África. Finalmente eles chegam a Belém. Abriram os seus cofres e ofereceram o que tinham de melhor – O ouro representa a realeza interna de Jesus; – O incenso representa a divindade de Jesus; – a mirra representa a humanidade de Jesus.

Dom Agenor Girardi, MSC – Bispo da Diocese de União da Vitória – Paraná

 

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