Igreja Católica Apostólica Romana

Mensagem do Papa para as Comunicações vira foco de debate

Jornalistas de Lisboa (Portugal), realizam encontro para debater sobres as Falsas Notícias.

                                        Foto: Agência ECCLESIAM/MC

Na quinta-feira, 25, o Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS), em Portugal,  promoveu um encontro com jornalistas para debater sobre a recente mensagem papal dedicada às ‘Fake News’.  Os jornalistas que elogiaram o apelo de Francisco a “redescobrir” a profissão, se reuniram no auditório da Rádio Renascença, em Lisboa, com o foco em analisar as “fake news” (notícias falsas) e a sua “intromissão no ambiente informativo”.

Mensagem do Papa, divulgada na quarta-feira, 24 de janeiro, quer, nas palavras do pontífice, “contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”.

Vitor Bandarra, jornalista da TVI, falou em notícias “falsificadas”, considerando-as as “mais perigosas”.

Neste contexto, reforçou a ideia da necessidade de “redescobrir o valor da profissão”, sustentando que “a maioria das pessoas têm de exigir aos jornalistas a sua responsabilidade”.

O profissional da TVI considera que “o Papa pôs o dedo na ferida”, com a mensagem divulgada esta quarta-feira, para o 52.º Dia Mundial das Comunicações Sociais (13 de maio de 2018).

                                   Foto: Agência ECCLESIAM/MC

Teresa Canto Noronha, jornalista da SIC, disse, por sua vez, que os “filtros” que possam existir não devem “deturpar a realidade”, convidando a “redescobrir a dignidade” da profissão, que é posta em causa.

“A maior parte da população não tem acesso à informação que nós temos”, advertiu, lamentando a ausência de “espírito crítico”.

Olivier Bonamici, comentador da Eurosport, começou por sublinhar que a voz do Papa “não é uma voz qualquer”, levantando uma questão que tem de ser enfrentada pela sociedade.

As crianças, propôs, “têm de ser educadas para saber o que é uma notícia, o que é uma fonte”.

Foto: Agência ECCLESIAM/MC

Para o jornalista francês, é necessário recentrar o trabalho na “credibilidade” da informação, contrapondo-a ao fluxo das ‘fake news’.

“As pessoas precisam de jornalistas que possam ajudar a ver mais claro”, prosseguiu.

Begoña Iñiguez, correspondente da rádio de Espanha COPE, aludiu a um “momento de incertezas”, a nível internacional, no qual a profissão de jornalista “é mais importante do que nunca”.

A profissional sustentou que é preciso investir na qualidade, com tempo, dando condições aos jornalistas para que desenvolvam o seu trabalho.

Fonte: OC. Site ECCLESIA
Fotos: Foto: Agência ECCLESIAM/MC
Postado por: Pascom Diocesana

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