Igreja Católica Apostólica Romana

64 leigos concluem formação para novos MECEs

Participantes do Encontro de MECEs e assessores, em frente a Casa de Formação, em União da Vitória.

Membros de capelas do interior, de bairros e das matrizes, uns com uma experiência mais longa no serviço às comunidades, outros iniciando agora uma caminhada comunitária com mais afinco, um grupo de 64 leigos fizeram a 2ª Etapa da Escola de Formação para novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística.

O Encontro que aconteceu na Casa de Formação Cristã Santa Rosa de Lima, em União da Vitória, se deu nos dias 02 e 03 de setembro e foi conduzido pelo padre Claudino Lise e padre Mário Glaab, assessores Diocesanos dos MECEs. O Encontro que acontece duas vezes ao ano, tem o objetivo de formar leigos para atuar como Ministros nas paróquias.

Participante de Bituruna cantando o Salmo, no momento da Missa.

Entre as tarefas por eles desempenhadas estão realizar o Culto Dominical, levar comunhão aos doentes, auxiliar na distribuição da comunhão na Missa, zelar pela boa conservação das alfais e promover o encontro da comunidade com Jesus Eucarístico na comunhão e adoração, podendo também realizar exéquias (encomendação dos fiéis defuntos).

Nesta segunda etapa, em sintonia com o Mês da Bíblia e pela preocupação para que o MECE seja alguém de intimidade com a Palavra de Deus, uma das formações foi sobre a Bíblia como Palavra que ilumina os nossos passos, dada pelo professor Sérgio Gelchak, de União da Vitória.

Padre Claudino Lise em colocação de tema na sala de palestras.

No sábado à tarde, padre Marcelo S. de Lara, do Seminário Diocesano, estudou com os participantes a Celebração da Missa como gesto cultual realizado por Jesus, o uso do pão e do vinho pelos povos antigos e por Jesus, e o desenvolvimento da estrutura da missa na história.

Além dos assuntos mais teóricos, os assessores do encontro oportunizaram espaço para tratar de questões práticas como o auxílio no altar, o desenvolvimento de alguns ritos litúrgicos, além de abrirem espaço para que tirassem suas dúvidas.

Marli Kovalczyk, uma das formandas, de Santana – Cruz Machado.

Uma das concluintes da formação é Marli Kovalczyk Iskierski, da comunidade São Cristóvão, de Santana – Cruz Machado. Tendo sua mãe como grande exemplo de dedicação à comunidade de fé onde vivem, Marli conta que decidiu ser Ministra pelo incentivo que recebeu. “Minha mãe tem cinco anos de Ministra, mas desde quando eu era pequena participando dos Grupos de Reflexão admirava o trabalho de minha mãe na comunidade, mobilizando o povo para a fé”, lembra Marli.

Para ela, aceitar o convite a ser uma MECE é valorizar a oportunidade de crescer na vida de fé. “Já fui mais ativa na Igreja, mas a vida de trabalho tomou muito meu tempo. Agora sinto a necessidade de fazer algo mais pela comunidade. Ser Ministra vai me ajudar a crescer na vida espiritual e poder dinamizar minha comunidade, na formação litúrgica, catequese, e repassando conhecimento”, declara ela motivada.

Ivone, da Comunidade da Água Branca de Baixo, São Mateus do Sul.

Passando por uma experiência da necessidade do Ministro na sua comunidade em certa ocasião, Ivone Araszeuski Szczenski, da comunidade da Água Branca de Baixo, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Mateus do Sul, sempre admirou o trabalho do MECE. “Certa vez os Ministros de nossa comunidade estavam em formação e a Capela lotou para uma celebração. Ali eu realizei o culto pela primeira vez. Não sabia se estava fazendo o certo, mas como era catequista e vi a necessidade, assumi a celebração e gostei. Desde aquele dia coloquei em minha cabeça que queria me preparar para ser uma Ministra” testemunha Ivone.

Atuando como catequista há 13 anos, Ivone ainda destaca o grande apoio dos padres em sua paróquia, os quais a motivam muito. “Sou muito grata aos padres Sidnei e João Francisco, pois sempre estão nos apoiando e incentivando. Isso nos anima para nos envolvermos mais”, destacou ela.

Da esquerda: Pe. Mário e Pe. Claudino, assessores dos MECEs.

Entre os 64 participantes, alguns por motivo de necessidade já chegaram a atuar em suas paróquias, outros porém, receberão a investidura por seus párocos no ministério nos próximos meses, para só depois começarem a atuar.

O § 4, página 05 do Subsídio “O Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística, das Edições da CNBB, (2015), elaborado por Augusto Bergamini, diz que: “Perante a realidade concreta da Igreja, é bom pensá-la não só de um modo pragmático, mas também formativo”.

Texto e fotos: Pe. Marcelo S. de Lara
Assessor da Pascom

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