Igreja Católica Apostólica Romana

Retiro promovido pela RCC acolhe 67 seminaristas, em União da Vitória

Participando de uma programação intensa, durante cinco dias, 67 seminaristas, vindos de diversas dioceses do Paraná, participaram dos dias 9 à 13 de julho da 26ª edição do Retiro Nacional para Seminaristas (RENASEM).

Seminaristas na Casa de Formação, em palestra com Maria Ivone, coordenadora Estadual da RCC.

Promovido pela Renovação Carismática Católica (RCC), o evento que acontece em todos os estados do Brasil, tem o objetivo de trazer e fortalecer a espiritualidade de jovens que estão se preparando para o sacerdócio. “Vimos no Brasil que muitos sacerdotes estão saindo de dentro do Movimento da Renovação Carismática, por isso a RCC enquanto Movimento Eclesial quis subsidiar um retiro para esses emergentes da Renovação para que eles pudessem viver uma cultura, uma espiritualidade pentecostal. Quisemos fazer parte de todo o percurso da caminhada do seminarista e também depois como padre”, situou Maria Ivone Ferreira Ranieri, Coordenadora Estadual da RCC, no Paraná.

Explicando que a RCC vive uma moção em 2018 chamada ‘Eis que estou a porta e bato’, passagem do Livro do Apocalipse, do capitulo 3, versículo 20 A, Maria Ivone falou em sua palestra aos seminaristas da importância de se viver uma vida coerente e intensa. “O Apocalipse fala que o Senhor não nos quer mornos, mas quentes. O ser humano quando vive pelo Espírito, vive completo, vive por inteiro”, exortava Maria Ivone.

Frei Gilson, religioso carmelita, em entrevista para a Rádio Educadora Uniguaçu e o Estrela Matutina.

Outra pessoa que conduziu as reflexões do retiro foi Frei Gilson, religioso carmelita Mensageiro do Espírito Santo, da diocese de Santo Amaro, do Estado de São Paulo. Aos 31 anos de idade Frei Gilson vive uma vida intensa de pregação de retiros e shows em diversos locais do Brasil e fora dele, e manifestou satisfação ao ser convidado para o RENASEM. “Fiquei muito feliz ao ser convidado para pregar no RENASEM, pois aqui estão os futuros sacerdotes. É uma responsabilidade pregar para seminaristas, mas vim com muito amor por estar prestando um serviço à Igreja, pois se eles seguirem esse caminho lindo do ministério poderão ajudar muitas pessoas”, disse o Frei.

Abordando o temática da vivência da santidade, Frei Gilson se propôs a ajudar os seminaristas a olhar para dentro de si e ver o que precisa ser corrigido dentro de cada um para serem pessoas melhores, indo além das funções e trabalhos que realizam ou irão realizar. “A vida interior deve vir antes das obras. O padre tem que fazer muita coisa, mas antes de tudo ele deve cuidar da vida interior, além de saber viver em comunidade, amar as pessoas, e viver feliz a escolha pelo celibato”, comentava o carmelita.

Segundo o Frei, para um processo de conversão é preciso que a pessoa se convença de que precisa mudar, só assim ela começa a dar passos para crescer na fé. “Não só o mundo do pecado, mas o mundo de tarefas, de ocupações nos rouba de Deus. Jesus corrigiu Marta justamente nisto. Não é que ele não quer que trabalhemos, mas que coloquemos Deus em primeiro lugar. Antes das obras vem a oração. Conheço pessoas que dizem que não vão à missa porque não dá tempo. Com isso, a pessoa perde muito coisa. É preciso ter coragem de mudar”, alertou o Frei, em entrevista ao Estrela Matutina e à Rádio Educadora Uniguaçu.

Entre os participantes, oito seminaristas da diocese de União da Vitória participaram e se envolveram na organização do evento. Douglas Ribasz, seminarista da cidade de São Mateus do Sul e que está no 2º ano de teologia, comentou da alegria em poder fazer o retiro. “É uma satisfação estar sediando o RENASEM. Ainda que estejamos na organização, cada vez que eu entro nas pregações do Frei Gilson, sento que as palavras me tocam. É um momento de renovação, de fortalecimento de um encontro pessoal com Deus, algo que no seminário nem sempre conseguimos fazer de forma mais intensa”, declarou o seminarista.

De agasalho cinza, Ivone Pasquali, coordenadora Diocesana da RCC, e ao seu lado de óculos, Maria Ivone Ranieri, coordenadora Estadual.

Mesmo renunciando alguns dias de férias com a família, o seminarista diz que a oportunidade é válida para sua formação. “Mesmo nesse sentido de renúncia das férias é motivo de alegria. Estamos aqui acolhendo os futuros padres e bispos da Igreja. Então, nossa renúncia se transformou nessa acolhida fraterna dos seminaristas de todo o Estado”, disse Douglas, contente.

Representando a RCC da Diocese, Ivone Magnani Pasquali comentou da alegria de contar com seminaristas que se identificam com o Movimento. “Fico muito feliz em saber que em nosso seminário tem um grupo de seminarista que estão envolvidos com a Renovação Carismática e que fazem momentos de oração e louvor no seminário”, diz ela.

“A RCC é um Movimento de nossa Igreja e que pode ajudar muito o seminarista ou o padre a cultivar um aspecto de sua espiritualidade. Fiquei feliz quando Dom Agenor nos deu esse apoio também no seminário”, falou Ivone, agradecida.

O último dia do retiro, que foi até na sexta-feira, 13, contou com a presença de Dom Celso Antônio Marchiori, bispo da Diocese de São José dos Pinhais – PR. Dirigindo palavras ao seminaristas participantes na homilia da missa de encerramento, Dom Celso partilhou das alegrias de um bispo na diocese. “Digo duas coisas verdadeiras a vocês seminaristas. Algo que deixa um bispo feliz na diocese é poder ordenar um padre, e a continuidade desta alegria é saber por parte do povo, que o padre tem um bom coração, que está satisfazendo as necessidades eclesiais e espirituais daquele povo na paróquia”, declarou o bispo, que ordenou 15 padres diocesanos e 08 religiosos quando trabalhou na diocese de Apucarana – PR.

Dom Celso o momento da homilia. No Canto esquerdo padre Silvano e ao seu lado padre Frei Gilson.

Contextualizando a subida ao Morro do Cristo, em União da Vitória, onde está situada a imagem do Sagrado Coração de Jesus, Dom Celso exortou aos seminaristas que formem seu coração semelhante ao coração de Jesus. “Hoje subimos até a imagem do Coração de Jesus e quero pedir que nesse tempo de formação de vocês, cada um busque moldar o coração ao Coração de Jesus, que, como dizemos na jaculatória, é Manso e humilde. O padre pode ser inteligente, piedoso, mas precisa ser humilde, estar junto do povo e tratá-lo com mansidão, como fez Jesus”, pediu o bispo.

Além de Dom Celso que presidiu a celebração, concelebraram, outros dois padres, o pregador Frei Gilson, e da Diocese de União da Vitória, padre Silvano Surmacz, pároco da Catedral. Além da Diocese de União da Vitória, que sediou o evento, participaram seminaristas das dioceses de Cascavel, Foz do Iguaçu, Jacarezinho, Umuarama, e da arqui(diocese) de Curitiba.

Texto e Fotos: Marcelo de Lara
Setor de Comunicação
Diocese de União da Vitória

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