Igreja Católica Apostólica Romana

Escola Catequética Diocesana forma 36 novos catequistas

"O papel da catequese está em fazer a pessoa se encontrar com Jesus, do seu jeito, e a partir daí se deixar transformar".

Sessenta e seis catequistas de diversas paróquias da Diocese estiveram reunidos na Casa de Formação, em União da Vitória, nos dias 05 e 06 de outubro, para a 6ª Etapa da 10ª Turma, da Escola Catequética Diocesana. Entre os participantes, trinta e seis concluíram as Etapas da formação recebendo o certificado no domingo, 06, após a missa de encerramento.

Focados no estudo da Iniciação à Vida Cristã, que procura planejar e indicar novos caminhos para a Catequese na Igreja, respondendo aos tempos atuais e levando à uma caminhada de maior intimidade com Jesus Cristo, indo além do recebimento de Sacramentos, os participantes tiveram a formação com Maria do Carmo Rollemberg, da equipe da Catequese do Regional Sul 2 da CNBB.

Maria do Carmo Rollemberg, palestrante na 6ª Etapa da Escola. Catequética.

Segundo ela, a proposta não vem desconsiderar o valor do que tem sido feito até o momento, mas adaptar para a nova realidade de mundo que se vive. “Não que se queira menosprezar o que foi feito até aqui, mas a Igreja entende que o Caminho Catecumenal é uma inspiração daquilo que se fazia no início das primeiras comunidades cristãs, contudo, adaptando o essencial, que não se pode perder, à nossa realidade”, explica.

Maria do Carmo diz que, mesmo que se fale que a catequese não está voltada para o recebimento do Sacramentos, na prática isso está acontecendo. “A proposta da inspiração catecumenal é que o recebimento dos sacramentos seja uma etapa. O diferencial é que tudo vai acontecer a partir de uma experiência com Jesus Cristo. O papel da catequese está em fazer a pessoa se encontrar com Jesus, do seu jeito, e a partir daí se deixar transformar. Aí sim se prepara, pelo ensinamento, pelas celebrações, para de fato se tornar um discípulo missionário”, reforça a palestrante.

Áudio Maria do Carmo:

Débora Pupo, e ao lado, Célio Calikoski, coordenador Diocesano.

Também presente no encontro estava Débora Pupo, coordenadora regional da Catequese no Sul 2. Em entrevista ao Estrela Matutina, jornal da Diocese, Débora comenta que a partir da Conferência de Aparecida, em 2007, a Igreja do Brasil assumiu a Iniciação à Vida Cristã como uma nova dinâmica de Evangelização. “Como hoje, no contexto em que vivemos, se pode promover um encontro com Jesus Cristo? Essa foi a questão que brotou a partir da Conferência de Aparecida. Isso levou a se repensar toda a dinâmica pastoral da Igreja. Estamos falando aqui de uma mudança de mentalidade. É pensar de que modo as crianças e adolescentes podem fazer um encontro com Jesus. E aí abre outros leques, como trabalhar com as famílias, com grupos de pós-crisma e outros”, fala Débora.

Áudio Débora:

Ao abordar os desafios que essa mudança de estudo e de metodologia exigirá, Débora cita que é preciso ter uma compreensão correta da Iniciação, além da harmonia entre Catequese e Liturgia, e também o bom diálogo entre o clero e os leigos. “Não se estão compreendendo a Iniciação como um processo de transformação da vida, que não termina com o recebimento dos Sacramentos. Uma segunda dificuldade é a distância entre Catequese e Liturgia. Elas estão em harmonia. É necessário também um verdadeiro diálogo entre catequistas e o clero”, constata ela.

Áudio Débora:

Uma das catequistas concluintes foi Romilda Chula Vaz,  da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de São Mateus do Sul, atuante na comunidade do Papuã, Capela Nossa Senhora da Conceição. Romilda expressou gratidão por concluir a Escola, pois as formações lhe deram maior bagagem para atuar na sua comunidade. “Sinto uma emoção muito forte, pois mudou muito o meu trabalho. Se estou na catequese é por vocação. Devemos expor nossos talentos que são graças e dons de Deus”, testemunha Romilda.

Catequista Romilda Chula, uma das formandas da  6ª etapa da 10ª Turma. Ao lado, padre João Francisco, assessor, e Débora Pupo.

Áudio Catequista Romilda:

A missa de encerramento foi celebrada pelo padre João Francisco, da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que na homilia exortou aos catequistas a manterem o ânimo frente as dificuldades. “No Evangelho os discípulos pediam para que Jesus aumentasse a fé deles. Não podemos ser negativos, mas pensar sempre com otimismo. Deus sempre nos oferece o Espírito Santo, que habita em nós”, motivava o padre.

Áudio Padre João Francisco:

No sábado pela manhã, os catequistas também participaram de um celebração da missa presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano.

Texto: Marcelo S. de Lara
Setor de Comunicação
Diocese de União da Vitória

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