Igreja Católica Apostólica Romana

Santuário Nossa Senhora do Rosário acolhe devotos na Romaria Diocesana

"Quem tem fé não pode guardar só para si, se acomodar, mas pôr as mãos na massa e testemunhar”.

O tempo chuvoso e a dificuldade dos nove quilômetros de estrada de chão não foram empecilhos para fiéis devotos, que em clima de fé, com carros particulares, ônibus e vãs se dirigiram para a Romaria Diocesana, em Rio Claro do Sul – Mallet, com o objetivo de agradecer a Deus por graças recebidas e renovar a esperança.

Padre Anderson Spegiorin, pároco e reitor do Santuário. Foto: Ágatha.

Realizada no Santuário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, no dia 06 de outubro, um dia antes da comemoração litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, a Romaria teve início às 13h30 e contou com momentos da Récita do Terço, da Santa Missa, presidida por Dom Walter Jorge, bispo diocesano, e concelebrada por sete padres e com a Adoração ao Santíssimo, ao final da celebração. Seminaristas, religiosas e diácono, foram também acolhidos pelo reitor do Santuário, padre Anderson Spegiorin.

Vindo com sua caravana da cidade de Paula Freitas, Lenir Cordeiro, conta que vivenciou momentos fortes nas suas vindas ao Santuário. Há oito anos com um grupo de trinta peregrinos, acompanhados de um padre, saíram de União da Vitória a pé, percorrendo os 70Km até Rio Claro do Sul.

Passando por outras cidades e localidades de interior, posando em algumas residências, o grupo levou um pouco mais de cinquenta horas para chegar até o Santuário, conta Lenir Cordeiro, lembrando da experiência de fé que viveu. “Quando em uma altura eu estava com muito calo nos pés e não aguentava mais, eu disse: Meu Deus, eu não estou aqui passeando, mas fazendo penitência. Me ajude a seguir. Veio um vento, e como que calçasse uma meia em mim, e eu não senti mais nenhuma dor. Comentei com o padre e ele pediu para eu dar o testemunho no Santuário, mas no dia outra pessoa teve que dar o testemunho. Mas até hoje sinto que ainda devo falar disso. Por isso, venho aqui com muita fé e com muito amor”, relata a devota, emocionada.

Áudio Lenir Cordeiro:

 

Grupo de Romeiros da Paróquia São Carlos Borromeu, de Paula Freitas. De blusa vermelha à direita, Lenir Cordeiro.

 

Na homilia, Dom Walter Jorge falou da importância do testemunho da fé, a qual brota no coração, mas que deve ser propagada para outras pessoas. A fé autêntica move montanhas, porque para Deus nada é impossível. A oração feita pela fé atinge o coração de Deus. Quem tem fé não pode guardar só para si, se acomodar, mas pôr as mãos na massa e testemunhar”, exortava o bispo.

Trecho da Homilia:

De colete azul, o grupo de Missionários Diocesanos, do COMIDI, que vieram acompanhados do padre Joviano, trazer a Cruz Missionária.

A Romaria Diocesana, contou também com a presença expressiva de membros do Conselho Missionário Diocesano (COMIDI), que levaram a Cruz Peregrina Missionária. “É uma alegria participarmos como Igreja reunida, nesta celebração, ainda mais no contexto do Mês Missionário. A cruz que hoje trouxemos aqui, passará no mês de outubro por outras paróquias que ainda não receberam esta visita especial”, diz padre Joviano Salvatti, assessor do COMIDI.

Participando pela primeira vez da Romaria Diocesana, Dom Walter Jorge explicou que a Cruz Peregrina deve lembrar que a Igreja também é peregrina, que deve sair para anunciar a Boa Nova do Reino. Por isso, lembrou ainda que as romarias têm o sentido espiritual de que todos estão a caminho da ‘Pátria Definitiva’ prometida por Deus, que é o céu.

Áudio Padre Joviano:

 

Áudio Dom Walter Jorge:

 

Texto: Marcelo S. de Lara
Setor de Comunicação

MOMENTOS DA SANTA MISSA:

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