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Encerrada a 59ª Assembleia Geral, uma Mensagem ao Povo Brasileiro é dirigida pelos Bispos

30/04/2022
in Igreja no Brasil, Notícias Diocesanas
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Concluiu-se na sexta-feira, 29 de abril, a 59ª Assembleia Nacional dos Bispos do Brasil, que na sua primeira fase, se deu de modo online, desde do dia 25 de abril. A segunda fase será entre os dias 29 de agosto e 02 de setembro, em Aparecida – SP, onde os bispos se reunirão presencialmente, fato que não acontecia desde o último encontro em 2019, antes da Pandemia.

No final da Assembleia, como de costume, os bispos emitiram uma Mensagem a todo o Povo Brasileiro expondo algumas reflexões postas nos dias da Assembleia, bem como reafirmando ao Povo Brasileiro a posição da Igreja frente a algumas questões.

Síntese da Mensagem:

Na Carta, os bispos reconhecem e valorizam todo o esforço feito por profissionais da saúde, governantes e instituições sociais, e pessoas particulares que se envolveram no combate à Covid-19, seja atuando no campo da saúde, como ajudando os mais fragilizados pela Pandemia, onde muitas ações sociais foram realizadas.

O esforço pelos profissionais da educação também esteve dentro deste agradecimento. Recordando o tema da Campanha da Fraternidade de 2022, que trata sobre a Educação, os bispos elogiaram o verdadeiro empenho em prol da continuidade de aulas, para que as crianças e adolescentes não saíssem prejudicados.

A Pandemia segundo eles realçou os problemas sociais que a sociedade brasileira enfrenta, e que por vezes parecem escondidos. Uma crise econômica e social, que para os bispos, é reflexo de uma crise ética e moral. A falta de cuidado e preocupação com a vida humana, se vê desde o desvio de dinheiro na compra de equipamentos médicos, como a falta de atenção e sensibilidade para com os povos minoritários, que veem suas terras sendo roubadas e suas matas sendo violadas.

O espanto para com a eclosão da guerra em pleno século 21, também faz pensar sobre o incentivo ao porte de armas, que alimenta a lógica do confronto, lógica que também no sentido ideológico se faz perceber no cenário do Pleito Eleitoral que o Brasil se coloca neste ano, com visões de polaridade, de embate, de confronto entre as Instituições, fator que gera insegurança e perigo para com a ordem pública e a harmonia dos Poderes.

A análise por parte dos eleitores, a informação correta, longe das Fake News é instrumento válido segundo os bispos para se ter uma eleição madura, realizada de forma transparente e cônscia de suas verdadeiras consequências e bons frutos para o Brasil, visando o bem comum e o cuidados para com os mais vulneráveis.

A Assembleia dos Bispos em sua Carta também se pronuncia validando a necessidade de uma separação sadia entre as Instituições Políticas e as Instituições Religiosas.  “A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental”, relembram os bispos.

Sob a intercessão da Mãe Aparecida, Padroeira do Brasil, os bispos concluem a Mensagem conclamando a todos para que votem consciente, sabendo das consequências reais para o país, deste ato. Pedem que a vida seja sempre defendida em todas as suas etapas, e que a juventude do seja testemunho, portadora e profeta da esperança na luta de uma sociedade justa e fraterna.

Leia a Carta na Íntegra, abaixo.

MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO
59ª. Assembleia Geral da CNBB
“A esperança não decepciona” (Rm 5,5).

Guiados pelo Espírito Santo e impulsionados pela Ressurreição do Senhor, unidos ao Papa Francisco, nós, bispos católicos, em comunhão e unidade, reunidos para a primeira etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de modo on-line e com a representação de diversos organismos eclesiais, dirigimos ao povo brasileiro uma mensagem de fé, esperança e corajoso compromisso com a vida e o Brasil.

Enche o nosso coração de alegria perceber a explosão de solidariedade, que tem marcado todo o País na luta pela superação do flagelo sanitário e social da COVID-19. A partilha de alimentos, bens e espaços, a assistência a pessoas solitárias e a dedicação incansável dos profissionais de saúde são apenas alguns exemplos de incontáveis ações solidárias. Gestores de saúde e agentes públicos, diante de um cenário de medo e insegurança, foram incansáveis e resilientes. O Sistema Único de Saúde-SUS mostrou sua fundamental importância e eficácia para a proteção social dos brasileiros. A consciência lúcida da necessidade dos cuidados sanitários e da vacinação em massa venceu a negação de soluções apresentadas pela ciência. Contudo, não nos esquecemos da morte de mais de 660.000 pessoas e nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, trazendo ambas em nossas preces.

Agradecemos ainda, de modo particular às famílias e outros agentes educativos, que não se descuidaram da educação das crianças, adolescentes, jovens e adultos, apesar de todas as dificuldades. Com certeza, a pandemia teria consequências ainda mais devastadoras, se não fosse a atuação das famílias, educadores e pessoas de boa vontade, espírito solidário e abnegado. A Campanha da Fraternidade 2022 nos interpela a continuar a luta pela educação integral, inclusiva e de qualidade.

A grave crise sanitária encontrou o nosso País envolto numa complexa e sistêmica crise ética, econômica, social e política, que já nos desafiava bem antes da pandemia, escancarando a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. A COVID-19, antes de ser responsável, acentuou todas essas crises, potencializando-as, especialmente na vida dos mais pobres e marginalizados.

O quadro atual é gravíssimo. O Brasil não vai bem! A fome e a insegurança alimentar são um escândalo para o País, segundo maior exportador de alimentos no mundo, já castigado pela alta taxa de desemprego e informalidade. Assistimos estarrecidos, mas não inertes, os criminosos descuidos com a Terra, nossa casa comum. Num sistema voraz de “exploração e degradação” notam-se a dilapidação dos ecossistemas, o desrespeito com os direitos dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a perseguição e criminalização de líderes socioambientais, a precarização das ações de combate aos crimes contra o meio ambiente e projetos parlamentares desastrosos contra a casa comum.

Tudo isso desemboca numa violência latente, explícita e crescente em nossa sociedade. A crueldade das guerras, que assistimos pelos meios de comunicação, pode nos deixar anestesiados e desapercebidos do clima de tensão e violência em que vivemos no campo e nas cidades. A liberação e o avanço da mineração em terras indígenas e em outros territórios, a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal.

Diante deste cenário esperamos que os governantes promovam grandes e urgentes mudanças, em harmonia com os poderes da República, atendo-se aos princípios e aos valores da Constituição de 1988, já tão desfigurada por meio de Projetos de Emendas Constitucionais. Não se permita a perda de direitos dos trabalhadores e dos pobres, grande maioria da população brasileira. A lógica do confronto que ameaça o estado democrático de direito e suas instituições, transforma adversários em inimigos, desmonta conquistas e direitos consolidados, fomenta o ódio nas redes sociais, deteriora o tecido social e desvia o foco dos desafios fundamentais a serem enfrentados.

Nesse contexto, iremos este ano às urnas. O cenário é de incertezas e radicalismos, mas, potencialmente carregado de esperança. Nossas escolhas para o Executivo e o Legislativo determinarão o projeto de nação que desejamos. Urge o exercício da cidadania, com consciente participação política, capaz de promover a “boa política”, como nos diz o Papa Francisco. Necessitamos de uma política salutar, que não se submeta à economia, mas seja capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, como as conquistas da Lei da Ficha Limpa, Lei Complementar 135 de 2010, que afasta do pleito eleitoral candidatos condenados em decisões colegiadas, e da Lei 9.840 de 1999, que criminaliza a compra de votos. Não existe alternativa no campo democrático fora da política com a ativa participação no processo eleitoral.

Tentativas de ruptura da ordem institucional, hoje propagadas abertamente, buscam colocar em xeque a lisura do processo eleitoral e a conquista irrevogável do voto. Tumultuar o processo político, fomentar o caos e estimular ações autoritárias não são, em definitivo, projeto de interesse do povo brasileiro. Reiteramos nosso apoio às Instituições da República, particularmente aos servidores públicos, que se dedicam em garantir a transparência e a integridade das eleições.

Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco.

Conclamamos toda a sociedade brasileira a participar das eleições e a votar com consciência e responsabilidade, escolhendo projetos representados por candidatos e candidatas comprometidos com a defesa integral da vida, defendendo-a em todas as suas etapas, desde a concepção até a morte natural. Que também não negligenciem os direitos humanos e sociais, e nossa casa comum onde a vida se desenvolve. Todos os cristãos somos chamados a preocuparmo-nos com a construção de um mundo melhor, por meio do diálogo e da cultura do encontro, na luta pela justiça e pela paz.

Agradecemos os muitos gestos de solidariedade de nossas comunidades, por ocasião da pandemia e dos desastres ambientais. Encorajamos as organizações e os movimentos sociais a continuarem se unindo em mutirão pela vida, especialmente por terra, teto e trabalho. Convidamos a todos, irmãos e irmãs, particularmente a juventude, a deixarem-se guiar pela esperança e pelo desejo de uma sociedade justa e fraterna. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, obtenha de Deus as bênçãos para todos nós.

Brasília – DF, 29 de abril de 2022.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente 

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral 

BAIXE A MENSAGEM AQUI:

Fonte da Mensagem: Site da CNBB NACIONAL

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Evangelho na Vida e na Pastoral, com Pe. Joviano Salvatti – 30-04-2022

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