A Pastoral Operária do Paraná reuniu nos dias 15 e 16 de julho representantes da Arquidiocese de Curitiba, das Dioceses de União da Vitória, Campo Mourão, Paranaguá, da Diocese Anglicana de Curitiba; representantes do CEBI e do Serviço Pastoral dos Migrantes, para discutir sobre o mundo do trabalho a partir da proposta do Papa Francisco de “realmar a economia”.
O encontro se deu no Instituto Salette, em Curitiba, com parceria da Casa de Francisco e Clara, do Cepat e da Rede Mandala (Economia Popular e Solidária), e apoio financeiro do Fundo Nacional de Solidariedade (CNBB).
“A economia capitalista não funciona porque ela não é amiga nem dos humanos e nem dos não humanos”, destacou André Langer, refletindo o modelo econômico que permite a existência da fome, de bolsões de pobreza, da devastação ambiental e da extinção da biodiversidade. “Tudo está interligado” (Laudato Si, é expressão repetida várias vezes na Laudato Si §: 91, 117, 138, 240), que soa quase como um mandamento. Não dá para pensar a economia e o trabalho separadamente, nem a educação, a religião e a política de modo separada.
De União da Vitória estava o casal Lúcia Soares Galvão dos Santos e Manoel Messias Pereira dos Santos, o senhor Joy Carlos do Nascimento, e o senhor Jeferson, fundador e ex-presidente da Coopertrage, da cidade de União da Vitória. “Quando chegamos em União da Vitória, em 1994, a Pastoral Operária era conduzida pelo senhor Eugênio da Rosa. Fizemos vários projetos como: o Clube do Pão, Fábrica de Lajota, organizávamos o Grito dos Excluídos e a Romaria da Terra. Hoje estamos nos reunindo em algumas comunidades, em União da Vitória, fazendo reflexões do Evangelho e revisão de vida”, diz Lúcia Soares.

Uma “Nova Economia”
A Economia de Francisco e Clara – Conheça Aqui é chamada a criar espaços de conexão de ideias e experiências de uma economia para a vida. As “Casas de Francisco e Clara” são experiências concretas, como laboratórios onde jovens estudantes, universitários e de comunidades podem discutir e fomentar uma “nova economia”.
A educadora popular Gisele Carneiro, da Rede Mandala – Conheça Aqui, apresentou o caminho feito pela Economia Popular Solidária. Uma história feita em mutirão na comunidade, que toma vários espaços na sociedade.
A Pastoral Operária fomenta grupos de Economia Popular Solidária pelo Brasil, a exemplo da Padaria Comunitária Santo Dias e a Oficina de Costura Solidariedade, na Vila das Torres, em Curitiba.
A necessidade de “realmar a economia”, apontada pelo Papa Francisco, passa pela possibilidade de discutir o mundo do trabalho e o trabalho digno. Para aprofundar mais o tema, sugere-se o livro “Realmar a Economia”, da Editora Paulus.
Informações: Jardel Neves Lopes – Pastoral Operária
Fonte: Site Arquidiocese de Curitiba










