A Diocese de União da Vitória, por meio da Pastoral do Dízimo, apresenta este material de formação inspirado na oração do Pai Nosso, ensinada por Jesus no Evangelho de Lucas (11,1-13).
Neste conteúdo, cada trecho da oração é meditado à luz do dízimo, mostrando como partilhar com a comunidade também é um ato de fé, confiança e gratidão a Deus. O dízimo não é apenas uma contribuição financeira, é expressão de comunhão, generosidade e compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
Este material foi preparado para ser utilizado em encontros com pastorais, movimentos e comunidades paroquiais, como um instrumento de espiritualidade e formação.
Clique no link abaixo para acessar o material completo:
Baixar o arquivo “O Pai Nosso e o Dízimo”
(material para ser trabalhado em encontros com as pastorais e movimentos da paróquia)
Texto base: Evangelho: Lucas 11,1-13
A oração do Pai Nosso resume tudo o que Jesus nos ensinou. Vamos olhar essa oração como um guia para vivermos com mais fé, partilha e amor, entendendo o sentido do dízimo como um gesto de reconhecimento, fé e gratidão.
O Pai Nosso e o Dízimo
1. Pai nosso que estais no céu
Nosso Deus é Pai — não apenas meu, mas nosso. Isso nos coloca todos no mesmo nível: somos irmãos, filhos de um mesmo Pai. O dízimo nasce dessa consciência de fraternidade. Não é uma ajuda “de quem tem para quem não tem”, mas um ato de comunhão, onde todos participam da missão da Igreja. Ele expressa o cuidado da comunidade para com ela mesma.
2. Santificado seja o vosso nome
Santificar o nome de Deus é honrá-lo com a vida. É viver de modo coerente com a fé que professamos, para que outros vejam Deus em nós. O dízimo é uma forma de santificar o nome de Deus com atitudes concretas, e não só com palavras. Quem reconhece a santidade de Deus confia n’Ele, se entrega, e responde com gratidão e compromisso.
3. Venha a nós o vosso Reino
O Reino de Deus é onde há amor, justiça, paz e solidariedade. É a transformação do mundo conforme a vontade de Deus. O dízimo colabora com a construção desse Reino aqui e agora. Ele sustenta a missão evangelizadora, as ações sociais da Igreja, a formação cristã, e tudo aquilo que semeia o bem. É instrumento para que o Reino aconteça.
4. Seja feita a vossa vontade
Viver segundo a vontade de Deus é deixar de lado o egoísmo, e colocar Deus no centro. É amar como Ele ama. É vontade de Deus que haja partilha, generosidade e cuidado com os outros. O dízimo é uma resposta voluntária à vontade divina, pois ninguém obriga — quem ama, entende.
5. Assim na terra como no céu
É o desejo de que a beleza e perfeição da vida com Deus no céu sejam antecipadas, de alguma forma, nas nossas atitudes diárias na terra. O dízimo é uma forma de materializar a fé. Quando partilho com amor, trago para o mundo terreno os valores do céu: generosidade, justiça e confiança. É um gesto visível que expressa uma realidade espiritual.
6. O pão nosso de cada dia nos dai hoje
Reconhecemos que o sustento vem de Deus. Mas também assumimos o compromisso de repartir esse pão entre todos. O dízimo é a resposta de quem recebeu o pão e agora ajuda a levá-lo a mais pessoas. Ele garante que ninguém na comunidade passe necessidade material ou espiritual. É o “pão repartido” da fé.
7. Perdoai as nossas ofensas
Ser perdoado e perdoar exige humildade, desapego do orgulho e da vaidade. Dar o dízimo é também um exercício de desapego e libertação interior. É abrir mão do controle e confiar em Deus. E isso ajuda também a perdoar, porque nos faz menos apegados ao “meu” e mais disponíveis ao “nosso”.
8. Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
Reconhecemos que somos todos falhos e precisamos caminhar juntos. O perdão é um passo necessário para a comunhão. O dízimo também é um passo em direção ao outro. Ele reconstrói laços, aproxima corações e cura o egoísmo, ajudando-nos a viver reconciliados com Deus e com a comunidade.
9. E não nos deixeis cair em tentação
Pedimos a Deus que nos ajude a vencer tudo o que nos afasta Dele: medo, ganância, vaidade, desconfiança. A tentação do mundo é guardar, acumular, confiar no dinheiro. O dízimo nos ajuda a vencer essa tentação, colocando nossa confiança em Deus, e não nas riquezas.
10. Mas livrai-nos do mal
Confiamos que o Senhor nos livra de tudo o que destrói a vida, nos separa dos irmãos e de Deus. A generosidade é o contrário do mal que o egoísmo causa. O dízimo quebra a corrente do individualismo e promove o bem coletivo. Onde há dízimo vivido com amor, há menos miséria, mais justiça e mais evangelização.
Resumo: O Pai Nosso e o Dízimo
Trecho do Pai Nosso – Ligação com o dízimo
Pai nosso que estais no céu – Somos irmãos. O dízimo é partilha e comunhão.
Santificado seja o vosso nome – Nosso dízimo honra a Deus com atitudes, não só palavras.
Venha a nós o vosso Reino – Sustentamos a Igreja que anuncia o Reino.
Seja feita a vossa vontade – A vontade de Deus é o amor vivido e partilhado.
Assim na terra, como no céu – O dízimo transforma a fé em ação, ajudando a construir o Reino de Deus aqui na terra.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje – Quando somos dizimistas, ajudamos a repartir esse pão.
Perdoai as nossas ofensas – O dízimo nos liberta do egoísmo e do apego.
Não nos deixeis cair em tentação – A tentação do medo e do acúmulo é vencida pela fé.
Mas livrai-nos do mal – O bem floresce onde há generosidade e confiança
Partilha Pessoal
Qual parte do Pai Nosso mais tocou seu coração hoje, quando pensou sobre o dízimo?
Mensagem Final
O dízimo é uma oração com atitude. É o Pai Nosso que sai dos lábios e chega nas mãos, nos gestos e na vida da comunidade. Amar a Deus é confiar. E confiar é saber devolver. Que o Espírito Santo nos ajude a viver essa fé com coragem, e que o nosso amor a Deus não fique só nas palavras, mas floresça nas nossas escolhas.
Conteúdo: Pe. Douglas Ribasz
Assessor Diocesano do Dízimo