Santa Sé
CNBB
CNBB Regional Sul 2
terça-feira, 3 fevereiro 2026
Diocese de União da Vitória - Paraná - Brasil
  • Inicio
  • Diocese
    • A Diocese
    • História
    • Bispos
    • Clero
    • Aniversariantes do Clero
    • Institutos Religiosos
    • Dimensões, Pastorais, Movimentos e Organismos
    • Câmara Eclesiástica
    • Agenda Diocesana 2026
    • Seminário Diocesano Rainha das Missões
  • Paróquias
  • Comunicação
    • Contato – Setor de Comunicação
    • Transferências
    • Jornal Diocesano – Edições
    • Jornal Diocesano – Linha do Tempo
    • Jornal Diocesano – História 66 anos
    • Notícias
    • Dia Mundial das Comunicações Sociais
  • Notícias Diocesanas
  • Contato
No Result
View All Result
  • Inicio
  • Diocese
    • A Diocese
    • História
    • Bispos
    • Clero
    • Aniversariantes do Clero
    • Institutos Religiosos
    • Dimensões, Pastorais, Movimentos e Organismos
    • Câmara Eclesiástica
    • Agenda Diocesana 2026
    • Seminário Diocesano Rainha das Missões
  • Paróquias
  • Comunicação
    • Contato – Setor de Comunicação
    • Transferências
    • Jornal Diocesano – Edições
    • Jornal Diocesano – Linha do Tempo
    • Jornal Diocesano – História 66 anos
    • Notícias
    • Dia Mundial das Comunicações Sociais
  • Notícias Diocesanas
  • Contato
No Result
View All Result
Diocese de União da Vitória - Paraná - Brasil
No Result
View All Result

O Amor na visão cristã – Artigo

10/09/2020
in Notícias Diocesanas
A A

Por, Padre Mário Glaab.

       Muito se fala, se escreve e se canta sobre o amor, mas pouco se reflete sobre o que se entende por amor na visão cristã.

Evangelho de Jesus

            Necessariamente, ao se falar de uma característica cristã de amor, é preciso ter presente a pessoa de Jesus Cristo, o Homem de Nazaré. Afinal, o que Jesus veio anunciar sobre amor?

Imagem Divulgação.

            A própria palavra “evangelho”, traduzida para nossa língua, quer dizer boa notícia. Ao nos referir ao Evangelho de Jesus Cristo, referimo-nos a algo de bom que ele veio anunciar. O que, e a quem? Aí está a questão central.

            Jesus, com sua pregação e seu modo de ser e de agir, não trouxe um ensinamento novo, uma nova doutrina ou nova moral, mas ele revelou Deus. E a partir daí se estabelece doutrina e moral. Ele anunciou e mostrou aos seus ouvintes e observantes quem é Deus. Resumiu tudo na palavra “Pai”. Contudo, passou a sua vida explicando e mostrando o que isso significava. E completou esta obra quando aceitou a morte de cruz. Dessa forma ele revelou que este Pai é só amor. Ama incondicionalmente a todos. A Ressurreição foi a confirmação da obra de Jesus por parte do Pai. Jesus mostrou que Deus não pode não amar. Isto vai ao encontro do que o ser humano tem no mais profundo de sua consciência, pois a luz que habita no mais íntimo de cada um de nós nos diz: ninguém foi criado para o mal, porém todos existem para o bem, a partir do Deus Criador. Aí vemos que Jesus Cristo e o coração humano dizem a mesma coisa. Jesus nos revela o que está no mais profundo de nosso coração.

            A revelação de Jesus é para todos, no entanto, ele se lança de corpo e alma para levar esta boa notícia aos que mais precisam dela para viver com dignidade: os pobres, os pecadores, os desvalidos da sociedade, e para todos os que sofrem injustiças. Para estes ele repete: “Felizes, vós os pobres” porque sois amados por Deus. E promete-lhes justiça.

            Sem dúvida, esta revelação leva para uma realidade que transcende a nossa história, mas está bem fixada no aqui e no agora. A partir do que Jesus falou e fez, dá para concluir tranquilamente que a justiça de Deus não é neutra: ele olha sempre para baixo, tem caráter de proteção e de defesa para o inocente injustamente tratado. Aliás, foi justamente por causa disso que condenaram Jesus à morte. Pois isto incomodou os de cima, os privilegiados, os que viviam às custas dos pobres. Eliminaram-no para poderem continuar sua vida, explorando, matando e condenando.

            A vida de Jesus, então, não pode ser acusada de ideológica já que se situou até o fundo ao lado dos abandonados, sem jamais deixar de apontar para o céu, e pode dizer aos pobres, aos pecadores, aos explorados, marginalizados, com autenticidade assinada com seu sangue: “Bem-aventurados, vós os pobres”.

Igreja de Jesus

            Para a Igreja ser verdadeiramente “Igreja de Jesus”, precisa estar na mesma linha dele. Não deve se preocupar com ensinamentos bonitos, bem elaborados; mas, muito mais em estar em sintonia com o que Jesus revelou: que Deus é só amor e, que se volta com seu rosto paterno para seus filhos menores; que vê o caído à beira do caminho. Enquanto a Igreja estiver preocupada, em primeiro lugar, com ensinamentos espirituais e morais, deixando de lado este núcleo originário, ela não está sendo fiel ao seu fundador. Sua pregação deve sempre partir do Deus que ama a todos e quer que todos se salvem, fazendo-se Boa Nova para os que a sociedade considera à sua margem, e assim recuperá-los.

Imagem Divulgação

            Há críticas sobre os destinatários da pregação da Igreja, para estes ou para aqueles. Na verdade, ela deve pregar a todos, pobres e ricos. Porém, a forma como ela o faz, há de ser prudente. Deve evitar a tentação de justificar as riquezas como bênçãos de Deus, quando na verdade podem ser frutos de negociações injustas, de trabalhos mal pagos etc. Há de procurar conscientizar aos ricos quanto à sua pobreza por confiarem nos bens que passam e não aceitarem o verdadeiro amor em suas vidas. Diante da acusação de certas pregações desfocadas, um grande teólogo de nosso tempo escreve: “O grande erro da Igreja não foi tanto pregar aos ricos, mas o fato de essa pregação ter se transformado em uma confirmação da posição de classe deles” (González Faus). É necessário repetir sempre de novo que a Igreja não pode excluir os ricos do anúncio da salvação, mas deve adverti-los, em nome do Deus-Amor, de que eles correm o risco de se auto excluírem; e por isso devem também fazer a experiência do Deus que os ama, não por serem ricos (e podem ajudar com seus bens), mas por que necessitam de libertação.

            Concluindo, assim como Deus ama indistintamente a todos – como Jesus ensinou e fez -, não mais os pobres porque são melhores, ou os ricos porque têm bens para dar, mas porque ele é Amor, e só amor; assim também a Igreja, na sua missão de anunciar e realizar o amor de Deus no mundo – dando continuidade à missão de Jesus -, deve também amar e anunciar a todos, tanto aos pobres como aos ricos, que são amados por Deus e, que ele quer libertar a cada um. A Igreja deve estar à disposição da Verdade que é Cristo que se fez pobre para estar com os pobres, e, nunca ceder à tentação das riquezas que prendem e matam.

Contribuição: Pe. Mário Fernando Glaab.
Diretor do Instituto de Filosofia e Teologia Santo Alberto Magno
Diocese de União da Vitória – PR

Previous Post

Leitura Orante da Palavra de Deus – 10.09.2020 por Padre Emílio Bortolini Neto

Next Post

Evangelho do Dia – 11.09.2020 – com Dom Walter Jorge

Related Posts

Paróquia Santa Bárbara realiza bênção das crianças, jovens e professores
Notícias Diocesanas

Paróquia Santa Bárbara realiza bênção das crianças, jovens e professores

02/02/2026
Oração Pela diocese e pelo novo Bispo
Notícias Diocesanas

Oração Pela diocese e pelo novo Bispo

02/02/2026
Diocese de União da Vitória participa da OSIB 2026 sobre formação presbiteral no contexto digital
Notícias Diocesanas

Diocese de União da Vitória participa da OSIB 2026 sobre formação presbiteral no contexto digital

30/01/2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Evangelho na Vida e na Pastoral, com Pe. Ronaldo A. Rodrigues, 03-02-2026

Evangelho na Vida e na Pastoral, com Pe. Ronaldo A. Rodrigues, 03-02-2026

02/02/2026
Paróquia Santa Bárbara realiza bênção das crianças, jovens e professores

Paróquia Santa Bárbara realiza bênção das crianças, jovens e professores

02/02/2026
Oração Pela diocese e pelo novo Bispo

Oração Pela diocese e pelo novo Bispo

02/02/2026
Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano e Rede Talitha Kum convocam mobilização para o dia 8 de fevereiro 

Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano e Rede Talitha Kum convocam mobilização para o dia 8 de fevereiro 

02/02/2026
CNBB promove seminário para ecônomos das dioceses com aprofundamento sobre gestão eclesial

CNBB promove seminário para ecônomos das dioceses com aprofundamento sobre gestão eclesial

02/02/2026
Carta para o Dia da Vida Consagrada: Consagrados, sementes de paz onde a dignidade é ferida

Carta para o Dia da Vida Consagrada: Consagrados, sementes de paz onde a dignidade é ferida

02/02/2026
4º Domingo do Tempo Comum

4º Domingo do Tempo Comum

31/01/2026

Mitra da Diocese de União da Vitória - (42) 3522 3595 - mitra@dioceseunivitoria.org.br

plugins premium WordPress
No Result
View All Result
  • Inicio
  • Diocese
    • A Diocese
    • História
    • Bispos
    • Clero
    • Aniversariantes do Clero
    • Institutos Religiosos
    • Dimensões, Pastorais, Movimentos e Organismos
    • Câmara Eclesiástica
    • Agenda Diocesana 2026
    • Seminário Diocesano Rainha das Missões
  • Paróquias
  • Comunicação
    • Contato – Setor de Comunicação
    • Transferências
    • Jornal Diocesano – Edições
    • Jornal Diocesano – Linha do Tempo
    • Jornal Diocesano – História 66 anos
    • Notícias
    • Dia Mundial das Comunicações Sociais
  • Notícias Diocesanas
  • Contato