Caros irmãos e irmãs, querido povo de Deus! Neste momento em que nossa Diocese se encontra vacante, fui eleito, pelos meus colegas padres do Colégio dos Consultores, no dia 22 de janeiro do corrente ano, Administrador Diocesano para conduzir a Diocese de União da Vitória neste período de transição. Com espírito de fé e grande confiança em Cristo, bom pastor e esposo da Igreja, peço ao Senhor a graça de seguirmos unidos como igreja diocesana, caminhando na esperança e nos preparando para acolher aquele que será o nosso novo Bispo Diocesano.

Uma diocese torna-se vacante quando ela está sem Bispo. Isto pode ocorrer pela morte, renúncia ou transferência do Bispo Diocesano para uma outra Diocese (Cân. 416). A nossa Diocese, sabemos, tornou-se vacante pela transferência de Dom Walter Jorge Pinto, por Sua Santidade, o Papa Leão XIV, para a Diocese da Campanha, Minas Gerais. O Código de Direito Canônico diz que estando vacante a Sé Episcopal ou a Diocese, os padres membros do Colégio dos Consultores devem eleger o Administrador Diocesano dentro de oito dias após a posse do Bispo na sua nova Diocese (Cân. 421 §1). Assim, no sexto dia após a posse de Dom Walter Jorge Pinto na Diocese da Campanha, MG, o Colégio dos Consultores me elegeu Administrador Diocesano de nossa Diocese de União da Vitória.
Estar como Administrador Diocesano tem sido para mim uma experiência nova, desafiadora, nunca antes imaginada. Um dos desafios é conciliar minhas atividades de Administrador Diocesano e ao mesmo tempo de pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, nosso Santuário Diocesano, em Rio Claro do Sul, Mallet. Porém, a cada dia que acordo lembro que posso contar com a ajuda de pessoas próximas a mim: os padres do Colégio dos Consultores e o clero em geral, os colaboradores da Mitra Diocesana, da Sede e da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, com as orações do povo e, sobretudo, posso contar com a graça de Deus, à qual nunca me falta.
O papel do Administrador Diocesano é manter o que já existe, sobretudo, no que diz respeito às Pastorais, Movimentos e Organismos presentes na Diocese. Em outras palavras, cuidar para que a Igreja possa desempenhar a sua primeira e mais importante missão: Evangelizar! Para que isso se torne realidade é necessário que cada um que foi chamado por Cristo, padre, diácono, religioso, leigo, continue se empenhando em cumprir bem a sua missão.
Outra tarefa do Administrador Diocesano é a de representar a diocese na Assembleia dos Bispos, Regional e Nacional. A diocese é uma parte da Igreja de Cristo, mas não uma igreja à parte, isto é, isolada, independente. A participação do Administrador Diocesano nestes eventos da Igreja simboliza a comunhão da diocese com a Igreja no Brasil, com a Conferência Nacional dos Bispos e com toda Igreja, não só enquanto Instituição, mas principalmente como Corpo de Cristo, Igreja viva, formada por todos os batizados.
Caros irmãos e irmãs, nesta Edição da Revista Estrela Matutina, quis falar sobre a figura do Administrador Diocesano, cargo que hoje eu exerço em nossa Diocese. Continuo contando com a colaboração de todos: clero, religiosos e leigos. Concluo minhas palavras convidando a todos, mais uma vez, para que neste momento em que aguardamos a vinda do nosso novo Bispo Diocesano, nos mantenhamos unidos na oração e na comunhão fraterna, à exemplo dos primeiros cristãos (At 1,14). Somente uma Igreja unida na fé e na missão pode ser sinal vivo do Ressuscitado para o mundo de hoje. Rezem pela diocese. Rezem pelo novo Bispo. Rezem por mim!
Assista, abaixo, ao vídeo em que o Administrador Diocesano apresenta seu artigo na 1ª edição da Revista Diocesana deste ano:
Pe. Antônio Carlos Rodrigues
Administrador Diocesano









