Pensar o papel da mulher na Igreja não é apenas olhar para funções ou posição que ela pode vir a ocupar, mas antes pensar no ser mulher enquanto ente criado por Deus.
No Gênesis vemos que “Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou” (Gn 1, 27), e a cada um deu qualidades e inclinações próprias. A mulher enquanto criatura pensada e criada por Deus possui um papel de suma importância dentro da Igreja, tendo em vista que a ela foi dada a missão de ser companheira e uma ajudante apropriada para o homem.

Santa Teresa Benedita da Cruz, muito sábia em suas palavras diz que a mulher tem a “[…] vocação de personificar, em seu desdobramento mais sublime e puro, a própria essência da Igreja, de ser seu símbolo”. Olhando por essa perspectiva, observamos que a mulher é chamada a ser um instrumento da maternidade natural e sobrenatural dentro da Igreja.
A Igreja é mulher, esposa e mãe, e toda mulher cristã assume esse papel maternal, pois a ela é dada a capacidade de nutrir e de gerar a vida, seja a vida em si mesma (natural) ou a vida de fé (sobrenatural). E esse papel maternal diz respeito ao ser mulher, em assumir a capacidade de ser companheira e mãe, ser apoio, amparo, cuidar e preservar a verdadeira humanidade, centrada em Jesus Cristo.
Em Maria, vemos que a figura da mulher está no coração do plano salvífico de Deus. A presença feminina de Maria desde o início, nos mostra que ela é a célula-mãe da Igreja e de toda a humanidade. E é a partir dela que assumimos o papel de ser portadoras da harmonia, ternura e capacidade única de compaixão, como dizia Papa Francisco. E ele ainda reforça que “as mulheres são guardiãs magistrais da vida. Abrir espaço na Igreja para as mulheres não significa apenas dar-lhes um ministério. A Igreja é mãe, e são as mulheres na Igreja que ajudam a promover essa maternidade”.
Sendo assim, em toda parte onde uma mulher cumpre sua missão de mulher, vemos um exemplo da participação de Maria na atuação da Igreja. E uma mulher, com sua feminilidade bem estruturada, gera mais frutos do que é capaz de imaginar. Desse modo, cabe a cada um de nós ter consciência de que cada ser, seja homem ou mulher, assume um papel único no processo da evangelização, e não deve, portanto, buscar ocupar um lugar que lhe é indevido ou que não seja condizente com sua inclinação natural.
Na História da Igreja temos inúmeros exemplos de mulheres Santas que colocaram sua presença feminina a serviço de Nosso Senhor nos mostrando a importância do feminino na missão da Igreja. E assim, finalizo essa reflexão reverberando que o papel da mulher está centrado nessa maternidade que gera, ama, acolhe, cuida e sustenta a vida.
Assista à reflexão da articulista sobre este artigo:
Artigo: Jienefer Daiane Marek
Vídeo: Setor de Comunicação
Diocese de União da Vitória










