Margarida Lotti, conhecida como Rita, nasceu em 1381, em Roccaporena, próxima a Cássia, na Itália. Filha única de pais já idosos, foi educada na fé cristã e, desde pequena, desejava consagrar sua vida a Deus.

Por obediência aos pais, casou-se ainda jovem e viveu cerca de 18 anos em um matrimônio marcado por desafios. Com paciência, oração e caridade, transformou o coração do esposo. Após o assassinato dele e a morte dos dois filhos, ingressou no convento das Agostinianas de Cássia, onde viveu intensa vida de oração e penitência.
Durante uma meditação diante do crucifixo, recebeu na testa um estigma, um espinho da coroa de Cristo, sinal de sua profunda união com o sofrimento de Jesus.
Desde a infância, sinais extraordinários acompanhavam sua vida. A tradição conta que abelhas brancas pousaram sobre ela sem feri-la, depositando mel em seus lábios; e um homem ferido foi curado ao aproximar-se. As abelhas tornaram-se símbolo da doçura de sua alma.
No último inverno de sua vida, já muito doente, pediu que lhe trouxessem uma rosa e dois figos do jardim de sua antiga casa. Mesmo sendo janeiro, os frutos e a flor foram encontrados, sinal do amor de Deus. A rosa passou a simbolizar o perfume de Cristo que Rita espalhou no mundo.
Após sua morte, em 22 de maio de 1457, sua ferida transformou-se em um sinal vermelho que exalava suave perfume. Seu corpo, encontrado incorrupto anos depois, permanece preservado e pode ser venerado na Basílica de Santa Rita de Cássia, atraindo inúmeros fiéis ao seu túmulo.
Beatificada em 1627 pelo Papa Urbano VIII e canonizada em 1900 pelo Papa Leão XIII, é conhecida como a “Santa das Causas Impossíveis”, por tantas graças alcançadas por sua intercessão.
Reflexão:
Santa Rita nos ensina que a santidade nasce no cotidiano da vida, especialmente nas situações mais difíceis. Sua história, marcada por profundas dores, perdas e incompreensões, revela que é possível responder a tudo com fé, paciência, perdão e total confiança em Deus.
A “Santa das Causas Impossíveis” nos recorda que não existem causas perdidas quando as colocamos nas mãos do Senhor.
Inspirados pelo exemplo desta santa, sejamos perseverantes na oração, capazes de transformar o sofrimento em oferta de amor e de manter viva a esperança, certos de que Deus age mesmo quando tudo parece impossível.
Assista ao vídeo abaixo e conheça mais sobre Santa Rita de Cássia:
Artigo: Eduarda M. Parastchuk
Vídeo: Setor de Comunicação
Diocese de União da Vitória









