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Na batalha contra o câncer, aprendi a ganhar

27/11/2018
in Formação
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Ao enfrentarmos o câncer, temos a difícil tarefa de contabilizar as perdas e a sabedoria de reconhecer os ganhos

“O câncer me tirou tudo!”. Não raras vezes, escutamos frases assim de pacientes e familiares cuja vida foi atingida por essa cruel enfermidade. De fato, enfrentar o câncer, assim como outras doenças tão graves quanto essa, é uma verdadeira e árdua batalha.

Mais do que expressar um pensamento, trago neste texto, um breve relato do que minha família viveu, quando nos deparamos com o diagnóstico dado ao meu pai: câncer no esôfago.

 

Foto Ilustrativa: Dean Mitchell by Getty Images

Realmente, as “perdas” já começam com a chegada da notícia. Perda de rumo, de certezas e convicções. Surgem medos e inseguranças, conflitos e questionamentos. O tempo para e a vida passa depressa na cabeça, como um filme. Começa, então, uma rotina de exames, de idas e vindas a médicos, laboratórios, clínicas e hospitais. Muitas vezes, adentra-se, pela primeira vez, neste universo obscuro e distante do cotidiano. Começa uma corrida contra o tempo.

Perde-se o controle da vida

A vida toma outra direção e passa a ser habitada por pessoas e locais diferentes. Surge um novo vocabulário, complexo e desconhecido, de nomes grandes e esquisitos, laudos, biópsias e resultados. Perdem-se os dias passados dentro de um hospital, numa fila de espera, nas idas e vindas dos papéis, autorizações, agendamentos e cancelamentos. Sim, perde-se a autonomia, o “ir e vir” livremente. Perde-se um dia de trabalho ou muitos dias, perde-se a capacidade de trabalhar e até mesmo o emprego. Perde-se o controle da vida e do corpo. Perde-se a noção do tempo e a certeza de quanto tempo ainda lhe resta. Perde-se o apreço e a fama. Vão-se embora os conhecidos e faz doer a perda dos que eram “amigos”.

Perde-se as roupas que já não cabem, perde-se o apetite, o cabelo, a pele corada e a aparência saudável. Perde-se a mama, o esôfago ou o útero, perde-se a voz. Mas, afinal, perde-se realmente tudo? Não, não e não!

Fazer surgir um novo broto de vida

Sabedoria é conseguir reconhecer os ganhos em meio ao caos gerado pelo excesso das perdas, é enxergar essas perdas como podas que, bem aproveitadas, fazem surgir um broto novo.

O câncer pode trazer como ganho a família que se une, que deixa para lá pecuinhas e desavenças com aquilo que já não tem tanto valor assim, que divide o fardo e que se ajuda mutuamente para que todos consigam seguir em frente. Ganha-se com lágrimas que não são choradas sozinhas, mas divididas com aqueles que mais amamos. Ganha-se fé, porque se descobre pequeno, frágil e totalmente dependente de Deus. Ganha-se com a presença de Jesus, que nunca abandona quem d’Ele precisa.

O que se ganha com o câncer

Ganha-se novos amigos e uma nova família: a filha do senhor do leito ao lado, as enfermeiras que se revezam dia e noite nos cuidados, o rapaz que senta ao lado na sala da quimioterapia ou aquela menina que caminha pelo corredor tendo num dos braços a boneca e no outro o equipo.

Ganha-se com as histórias de vida narradas nos corredores do hospital, expressas na prece de quem está ajoelhado na capela ou por quem anda, inquietamente, na sala de espera do bloco cirúrgico. Ganha-se quando os médicos trazem notícias de melhora e, mesmo que lentamente, da recuperação.

Ganha-se quando se entende que o tempo não é em vão e que cada minuto vale ouro, podendo ser aproveitado e vivido como dom precioso. Ganha-se com gestos de generosidade de pessoas desconhecidas, daqueles de quem menos se espera, mas especialmente daqueles íntimos que se unem a nós. Ganha-se naquela comida preparada com amor, seguindo a orientação médica para que seja bem aceita pelo organismo. Ganha-se com aquela sobremesa predileta que viajou algumas horas e foi mandada por alguém que faz uma visita. Ganha-se com o desenho de uma criança da família que, na sua simplicidade, diz que ama e tudo vai ficar bem, mesmo sem compreender o que se passa.

Amor e capacidade de amar mais

Ganha-se têmpera e resiliência, amor e capacidade de amar mais. Ganha-se quando quem está ao lado, faz de tudo para aliviar um pouco o sofrimento. Ganha-se com uma mensagem de carinho e apoio que chega no celular ou por uma voz embargada no telefone. Ganha-se quando as pessoas se unem numa corrente de oração e fé capaz de devolver o brilho nos olhos. Ganha-se nas gentilezas das pequenas e grandes atitudes.

Enfim, realmente são muitas as perdas e elas são comuns a todos os impactados e atingidos pelo câncer. Já os ganhos não, eles são como pedra preciosa vasculhada e encontrada no garimpo, reservada àqueles que conseguem ir no profundo e ver além.

O câncer já não é mais uma sentença de morte e é possível ficar curado. Mas, a luta é ainda muito exigente e o tratamento desgastante. Não é possível vencer sem apoio, sem suporte e sem fé.

O maior de todos os ganhos

Assim, quando e se a pior de todas as perdas chegar: a morte; também, nesse momento, será preciso conservar no coração a certeza do maior de todos os ganhos: a vida eterna! No Céu está o nosso tesouro.

Letícia Sauthier
Comunidade Canção Nova 

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