Igreja Católica Apostólica Romana

Paróquia São Mateus

SETOR
São Mateus

Fundação:
1926

Secretárias:
Nelsi e Lucia

Expediente:
Segunda a sexta-feira: 8h às 12h e 13 às 18h
Sábado: 9h às 12h

Dia do Padroeiro:
Padroeiro: São Mateus – 21 de setembro
Co-padroeira:  15 de agosto (Assunção de Nossa Senhora)

TELEFONE
(42) 3532 1465

E-mail:
par.mateus@dioceseunivitoria.org.br

Endereço:
Rua Ozy Mendonça de Lima. 256
Caixa Postal 06
83900-000 – SÃO MATEUS DO SUL – PR

Missas:
Quarta-feira: 18h
Quinta-feira: 19h
Sábado: 18h (Horário de verão às 19h)
Domingo: 9h e 19h (Horário de verão 19h30)
Primeira sexta-feira do mês: 18h

Pe. José Carlos

Pároco: Pe. José Carlos Emanuel dos Santos

Pe Emerson

Vigário Paroquial: Pe. Emerson Gonçalves de Toledo

SACRAMENTOS

Curso de Pais e Padrinhos: Todo último sábado do mês às 13h30

Batizados: Todo primeiro domingo do mês após a missa das 9h.

Primeira Eucaristia: 25 de novembro de 2018 às 9h

Crismas: 18 de novembro de 2018 às 9h e 15h.

Histórico

O Município de São Mateus do Sul originou-se de um pouso e setor de apoio das bandeiras militares povoadoras lançadas pelo governador da Província de São Paulo na conquista de Guarapuava.

Em fevereiro de 1890 foi iniciada a fundação de uma colônia, a princípio denominada santa Maria, por imigrantes alemães que pretendiam explorar o petróleo. Posteriormente foi mudado o nome para Maria Augusta e finalmente para São Mateus.

Os primeiros habitantes eram de origem da própria região, espanhóis, alemães e eslavos.

Em 1890 chegaram à Colônia Maria Augusta duas mil famílias polonesas e em 1907 um novo contingente de ucranianos.

A Freguesia surgiu em 1900 e o Município, oito anos depois, pela Lei Estadual nº 763 de 02 de fevereiro de 1908, com instalação a 21 de setembro do mesmo ano. A Vila adquiriu foro de cidade através da Lei Estadual nº 1189 de 15 de abril de 1912 e passou a denominar-se São Mateus do Sul a partir de 30 de dezembro de 1943 por força do Decreto Lei Estadual nº 199. além da sede o Município conta com um único Distrito Administrativo, Fluviópolis.

Localizado na zona fisiográfica do Irati, o Município, à margem direita do Rio Iguaçu, tem sua sede a uma altitude de 750 m, apresentando como coordenadas geográficas 25º 52′ e 23” de latitude sul e 50º 23′ 05” de longitude W. Gr.

Dista 123 km em linha reta da Capital do Estado. É banhado pelos rios Iguaçu, Negro, Potinga, São Miguel, Turvo, Bonito, Claro, Taquaral e Canoa. São dignas de menção as lagoas do Rio Velho e Formigas.

Sua extensão territorial é de 1334, 52 km2 e conta com uma população de aproximadamente 38.000 habitantes, dentre os quais 21.000 na sede urbana e 17.000 mil no interior.

Limita-se geograficamente com Antonio Olinto, Mallet, Rebouças, São João do triunfo, Paulo Frontin e o Estado de Santa Catarina.

Após ter atravessado o ciclo da madeira e da erva mate, o Município vive hoje o ciclo da agricultura e da exploração do xisto, do qual é capital mundial e único produtor no Brasil. Explorado pela Petrobrás/SIX, o xisto é uma rocha que contém alto teor de óleo e gás e sua exploração gera diversos subprodutos para utilização da indústria nacional nas áreas petroquímicas e agricultura.

A “EXPOMATE”, realizada a cada dois anos na data do aniversário do Município é a grande mostra da produção e do comércio local.

A “Tradycje Polskie” é a semana das tradições polonesas, realizada sempre em setembro.

Merece destaque a “Missa e Jantar Italiano” iniciado em 1996 pela Sra. Ildaci I. Fuzinatto Portes (conhecida por “Rissa”) e sua equipe e que já obteve a aprovação de todos.

Capelania – Curato – Paróquia

Nos primeiros anos, uma pequena Capela servia para os atos de culto. Esporadicamente o Pe. Peters, sacerdote polonês vinha de Curitiba para rezar a Santa Missa. Assim corria a vida religiosa local até que, em 1892, chegou da Polônia o Pe.Ladislau Smolucha, sacerdote secular pertencente à Diocese de Tarnow, o qual se tornou capelão dos colonos por um ano, depois, durante a Revolução Federalista de 1893, foi nomeado Pároco de Campo Largo.

Eclesiasticamente, desde sua fundação (1890), estava subordinada à Paróquia de Palmeira.

Em 1895, Dom José de Camargo Barros criou a Capelania de São Mateus, abrangendo as Colônias de Rio Claro, Água Branca e Rio dos Patos, quando foi nomeado Capelão o Pe. Ludovico Przvytarski, sacerdote polonês.

Mais tarde, foi elevada a Curato e em 1926, vem citada entre as Paróquias da nova Arquidiocese de Curitiba.

Outros dados

Convém notar que até 1948 havia duas Igrejas em São Mateus do Sul, uma dedicada à Nossa Senhora da Assunção e outra à São Mateus.

No dia 16 de julho de 1954, começou a construção da nova e imponente Igreja Matriz sob o título de São Mateus, com a bênção da pedra fundamental em 21 de setembro de 1954 por Mons. Izidoro Mikocz, delegado do Arcebispo Metropolitano.

A construção foi iniciada pelo Pe. Bronislau Kozlowski e terminada pelos Pes. Francisco Madej e Bronislau Bauer em 1964. A antiga Igreja de madeira foi demolida.

Os Padres que atenderam pastoralmente São Mateus no início de sua existência foram: Pe. João Batista Peters, Pe. Ladislau Smolucha, Pe. Ludovico Przytarski, Pe. Estanilau Frog, Pe.José Fulinski, este que construiu a antiga Igreja Matriz (1900).     

Em 1920, o Bispo Diocesano de Curitiba Dom João Braga entregou aos Padres Vicentinos esta Paróquia. Foram os Padres Francisco Zdzieblo e João Zygmunt. Conseguiram eles a fundação da Paróquia em 1926.

A Paróquia São Mateus, desde o dia 06 de março de 1977, passou a integrar a Mitra da Diocese de União de Vitória tendo por Bispo Dom Walter Michael Ejeber, OP.

A Congregação da Missão, após 75 anos responsável pelos cuidados pastorais desta Paróquia resolveu devolvê-la à Mitra da Diocese de União da Vitória, no dia 28 de janeiro de 1996, e Dom Walter entregou aos cuidados da “Congregação das Escolas de Caridade”, fundada em 02 de maio de 1802 em Veneza na Itália pelos dois irmãos Pes. Antonio e Marcos Cavanis, assumindo como Pároco o Pe. Mário Valcamonica.

A Paróquia de São Mateus está atualmente dividida em 24 Capelas, localizadas nas seguintes Comunidades: Aliança Velha, Anta Ruiva, Arroio da Cruz, Cambará do Sul I, Cambará do Sul II, Colônia Iguaçu, Divisa, Fartura do Potinga, Fazenda Água Branca, Jardim Santa Cruz, Lageado, Lageadinho, Nova Tesoura, Pimenteira, Porto Ribeiro, Retiro, Santana, São Miguel da Roseira, Tesoura, Terra Vermelha, Vargem Grande, Vila Amaral, Vila Americana e Vila Palmeirinha.

Padres que trabalharam e tiveram algum destaque na paróquia:

Pe. JOÃO BATISTA PETERS, diocesano vinha de Curitiba, periodicamente.

Pe. LADISLAU SMOLUCHA, diocesano (1892/1893). A colônia ficou sem padre até 1896.

Pe. LUDOVICO PRZYTARSKI, diocesano (1896), Primeiro Capelão.

Pe. ESTANILAU FROG, diocesano (1896/1897) – Desse ano até 1.900, São Mateus do Sul não teve padre efetivo, vindo de vez enquando para rezar Missa e administrar os sacramentos, o Pe. Jacó Wróbel, cura de Água Branca.

Pe. JOSÉ FULINSKI, diocesano (1900/1901) que construiu a Igreja de madeira, a qual mais tarde foi demolida.

Pe. LADISLAU SMOLUCHA, diocesano (1901/1920). Organizou a Irmandade de São José, conseguiu trazer as Irmãs da Caridade para São Mateus do Sul. Faleceu em 1920, aos 73 anos de idade, três semanas depois de haver entregue o Curato aos Padres Vicentinos.

Pe. FRANCISCO ZDZIEBLO, CM (1920/1929) – Desde 1913, Dom João Braga, vendo o crescimento de São Mateus do Sul, nomeou o Pe. João Zigmunt, da Congregação dos Padres de São Vicente de Paulo, como coadjutor. Encontrando inúmeras dificuldades, após construir a casa paroquial e cercar toda a propriedade da Igreja, deixou São Mateus um ano depois.

Pe. Francisco promoveu as Santas Missões em 1921, organizou as Irmandades e Associações Religiosas, pintou a Igreja a óleo, interna e externamente. Desenvolveu a lavoura de sua freguesia rural, organizando a Sociedade Agrícola, com depósitos de sementes, adubos, arados e outros instrumentos agrários.  Foi “verdadeiro cura de aldeia” durante 9 anos.

Pe. ESTANILAU PORZYCKI, CM (1929/1943) – Por 14 anos, continuou as obras dos antecessores.

Pe. ANTONIO MYSZKA, CM (1943/1948) – Preocupou-se com a vida espiritual das colônias, construindo diversas Capelas, como Turvo das Barracas, Faxinal dos Elias, Dois Irmãos e Turvo de Baixo, que hoje pertencem à Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Conseguiu com Dom Ático Eusébio da Rocha, em 1946, que definisse as divisas entre São Mateus do Sul e São João do Triunfo. Fundou em 20 de maio de 1945, a Congregação Mariana Nossa Senhora da Assunção.

Pe. JOSÉ KIELCZEWSKI, CM (1948/1953) – Construiu uma Capela em Emboque e também a Casa Paroquial, tendo transformado a antiga em sede provisória das Associações Paroquiais. É de seu tempo a “unificação” das duas Igrejas que existiam antigamente. Sob a orientação serena de Dom Manoel da Silveira D´Elboux e com o auxílio de pessoas generosas de São Mateus do Sul, conseguiu que a Irmandade de São José doasse uma área ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, para a construção da nova Matriz que, além do Pe. José, foi planejada pelos Pés. Br. Kozlowski, F. Madej e L. Bronny (excelente perito em arquitetura eclesiástica).

Pe. PAULO PASZYNA, CM (1953/1954) – Com habilidade, conseguiu a escritura do terreno doado pela Irmandade de São José, em nome da Mitra.

Pe. BRONISLAU KOZLOWSKI, CM (1954/1955) – Obteve a aprovação da planta da atual Igreja, preparada sob a orientação do Pe. Ludovico Bronny, Vice-Visitador dos Padres de São Vicente de Paulo, da Vice-Província Polonesa Brasileira, experimentado em construções similares. Iniciou logo os trabalhos no mesmo ano de sua posse, com a bênção da pedra fundamental em 21 de setembro de 1954.

Pe. FRANCISCO MADEJ, CM (1955/1960) – Continuou com grande entusiasmo a construção em alvenaria da nova Igreja Matriz e o pastoreio das almas.

Pe. BRONISLAU BAUER, CM (1960/1966) – Concluiu e inaugurou em 08 de dezembro de 1964, a atual Igreja Matriz.

             

Pe. ALEXANDRE JULIO TRONCIANCZUK, CM (1978/1983) – Por sua iniciativa, conseguiu construir um grande Salão Paroquial em alvenaria, com múltiplas finalidades.

 Pe. LEOPOLDO GOGOLA, CM (1984/1990) – Concluiu e inaugurou o prédio do Salão Paroquial em alvenaria em 30 de setembro de 1984.

Párocos que administraram a paróquia

Nos dois primeiros anos (1890/1892), São Mateus do Sul, era visitado periodicamente pelo Padre Peters, residente em Curitiba.

 

1- Pe. LADISLAU SMOLUCHA, diocesano – 1892/1893

2-Pe. LUDOVICO PRZYTARSKI, diocesano, 1º Capelão – 1896/1986

3-Pe. ESTANILAU FROG, diocesano – 1896/1897 

4-Pe. JOSÉ FULINSKI, diocesano, construiu a antiga Igreja – 1900/1901   

5-Pe. LADISLAU SMOLUCHA, diocesano – 1901/1920

6-Pe. FRANCISCO ZDZIEBLO, CM – 1920/1929

7-Pe. ESTANILAU PORZYCKI, CM – 1929/1943

8-Pe. ANTONIO MYSZKA, CM – 1943/1948 

9-Pe. JOSÉ KIELCZEWSKI, CM – 1948/1953

10-Pe.PAULO PASZYNA,CM – 1953/1954 

11-Pe. BRONISLAU KOSLOWSKI, CM – 1954/1955 

12-Pe. FRANCISCO MADEJ, CM – 1955/1960  

13-Pe. BRONISLAU BAUER, CM – 1960/1966

14-Pe. JOSÉ KOTLINSKI , CM – 1966/1968   

15 – Pe. MIENCESLAU LEKENT, CM – 1968/1974  

16-Pe. JOÃO KOLUGA, CM – 1974/1976  

17-Pe. TADEU KOLODZIEZYK, CM  – 1976/1978

18-Pe. ALEXANDRE JULIO TROSCIANCZUK , CM – 1978/1983

19-Pe. LEOPOLDO GOGOLA , CM – 1984/1990

20 – Pe. EUGÊNIO WISNIEWSKI , CM – 1990/1991

21 – Pe. VALERIANO PEDRO KLIDZIO, CM – 1991/1994

22 – Pe.  LUIZ CARLOS MEGER, CM – 1994/1996

23-Pe. MARIO VALCAMONICA, CSCh – 1996/1998

23-Pe. JOSÉ OSNI KUHNEN, CSCh – 1998/2000

24-Pe. JOÃO PEDRO FAURO, CSCh – 2001/2003

25-Pe. CAETANO ÂNGELO SANDRINI, CSCh – 2004

26-Pe. Silvano Surmacz – 2007

Pároco atual

Pe. José Carlos Emanuel dos Santos e Pe. Emerson G. de Toledo

 

Fonte: A Arquidiocese de Curitiba na sua História 1956; Pesquisa Sócio-Econômica Divisão de Serviço Social, Curitiba, 1970.

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