Igreja Católica Apostólica Romana

Pastoral da Esperança foi tema em Reunião do Clero

No dia 28 de junho, padres e diáconos da Diocese de União da Vitória realizaram a Reunião do Clero, que aconteceu na paróquia Sagrado Coração de Jesus, na cidade de Rio Azul.

               Clero reunido na sala de palestras. Em pé padre Mário, administrador diocesano.

Além de ter o objetivo de tratar de questões da caminhada da Diocese, a reunião reserva também um momento formativo ao clero com a colocação de algum tema teológico ou da caminhada pastoral da Igreja.

Para a reunião do mês de junho, o tema abordado na parte da manhã foi ‘A Pastoral da Esperança’, a qual atua no serviço de acompanhar as pessoas e famílias enlutadas. Para a assessoria do assunto foi convidado o Diácono Permanente, da Diocese e Ponta Grossa, Renato Marochi, que mora em Irati – PR, e veio também acompanhado de seu irmão, Francisco Marochi.

Com uma vasta experiência no acompanhamento de famílias enlutadas, Marochi foi convidado em 2017 pelo atual bispo de Paranavaí, Dom Mário Spaki, que até então atuava na secretaria geral da CNBB Sul 2, em Curitiba, para elaborar um roteiro para Ministros da Eucaristia e da Esperança, com o objetivo de prepara-los no acompanhamento das famílias enlutadas. “Nesse manual que montamos, trazemos tanto a celebração de exéquias para auxiliar os ministros como também a celebração para os sete dias juntos com as famílias enlutadas”, comenta o Diácono.

                    Manual elaborado para a Celebração da Esperança.

Segundo Marochi, os sete dias com a família enlutada é muito mais que um conforto espiritual, mas um momento de evangelização da fé católica sobre a vida, a morte e a ressurreição. “A Igreja católica possui uma doutrina perfeita sobre a esperança na vida eterna, o significado da morte e da Páscoa de Cristo. Ninguém melhor que a igreja católica para falar sobre a realidade do céu, do inferno e do purgatório, que estão detalhadas no catecismo da Igreja”, destaca ele.

O Diácono também atesta que o caminho do luto é atravessado por profundos questionamentos e sentimentos que precisam ser acompanhados com orações em família, na caridade fraterna, com um olhar no horizonte. “Em cada caso de morte, pelo menos uma pessoa da família sofrerá de depressão. Há casos em que esta doença se arrasta por meses e anos. Não se trata apenas da morte física, mas do dano que ela provoca aos demais”, reforça ele.

O Manual:

O Manual elaborado é um roteiro composto por 7 celebrações onde se ressalta a esperança cristã. É dinâmico. A cada 10 livrinhos vai gratuitamente uma pasta para guardá-los, na comunidade, após o uso.Além das celebrações é oferecido mensagens de consolo e uma meditação, com texto mais longo, sobre o céu, o purgatório e o inferno, interpretados a partir do encontro com Jesus. O livrinho traz também um texto, redigido por um médico, a respeito das cinco fases do luto, inevitáveis para se chegar à maturação.

Comunidades que desejarem ter o material podem fazer os pedidos através do site da CNBB, Regional Sul 2, em Curitiba.
Toda a colocação animou e reavivou no clero da diocese o espírito de continuar atendendo da melhor forma possível os fiéis nesses momentos difíceis.

Texto: Marcelo S. de Lara
Setor de Comunicação

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